sábado, 5 de dezembro de 2015

Renault compra Lotus e regressa como equipe à Fórmula 1 em 2016

Mudanças profundas na escuderia de origem britânica acontece já em 2016. Flávio Briatore pode ressurgir no cenário da Fórmula 1.

A Renault comprou a escuderia Lotus de Fórmula 1 do fundo de investimento luxemburguês Genii Capital e vai regressar "a partir de 2016" à categoria máxima do automobilismo mundial, anunciou hoje o construtor francês.

"A Renault tinha duas opções: regressar 100 por cento ou abandonar por completo. Após uma análise detalhada, decidi que vamos estar presentes na Fórmula 1 a partir de 2016", escreve o presidente do fabricante francês, Carlos Ghosn, em comunicado oficial.

A montadora francesa já tinha sinalizado no final de setembro a existência de um acordo com a Gravity Motorsports, filial da Genii Capital, o fundo de investimento luxemburguês do empresário Gérard Lopez dono da escuderia, "a potencial aquisição de uma participação majoritária do capital da Lotus F1 Team".

"A assinatura deste acordo de princípio marca o primeiro passo em direção à criação de um projeto de escuderia de F1 em 2016, dando continuidade a uma história de 38 anos da marca na F1", indicava então o comunicado da Renault.

A marca francesa, que fornece os motores às equipes Red Bull e Toro Rosso, adiantou então a intenção de procurar "transformar este acordo de princípio num acordo definitivo, desde que todos os termos e condições acordados entre as partes se concretizem".

A Renault, que se sagrou campeã mundial de Fórmula 1 em 2005 e 2006, pela 'mão' do espanhol Fernando Alonso, vendeu em 2010 a escuderia à Genii Capital, que a rebatizou de Lotus, um nome também com uma história vitoriosa na F1.

A Lotus terminou os Mundiais de construtores de 2012 e 2013 no quarto lugar, mas está a atravessar um período de grandes dificuldades financeiras, tendo inclusive evitado a bancarrota graças à intervenção da Renault.

O regresso da Renault à Fórmula 1 como equipe autónoma acontece após as divergências crescentes com a equipe Red Bull, a propósito dos motores Renault que equipavam os carros da escuderia austríaca.
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