sábado, 5 de dezembro de 2015

Ciro Gomes acusa Michel Temer de ser "capitão do golpe"

O ex-ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, atual presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) acusou neste sábado, em Belo Horizonte, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) de ser o “capitão do golpe” que, segundo ele, tenta interromper a “normalidade democrática” no país.
Depois de criticar duramente o governo de Dilma Rousseff (PT), contra o qual conclamou a população a derrotá-lo nas urnas em 2018, Ciro Gomes sustentou: “O impeachment é remédio grave, absolutamente excepcional que só se pode usar em uma única circunstância: o cometimento de crime de responsabilidade, dolosamente, ou seja conscientemente praticado pela presidente da República”. Segundo ele, não há este fato, mas antes, o que existe em sua avaliação é a “escalada golpista” que manipula protocolos, “filigramas formais de contabilidade pública” que considerou precedentes de todos os governantes.
Comparando a atuação do falecido vice-presidente da República José Alencar Gomes da Silva durante a crise do Mensalão em 2006 e a atuação de Michel Temer, Ciro Gomes disse:"Veja os movimentos, as declarações do José Alencar naquela crise gravíssima que o Lula passou e o que Michel Temer anda fazendo ultimamente. E você verá a diferença brutal entre um homem de bem e um golpista". Segundo Ciro Gomes, a escolha de Michel Temer para compor a chapa de Dilma foi uma "imprudência" de Lula. "Ter colocado este PMDB na linha de sucessão do País sempre foi por mim denunciado como imprudência e isso agora vai se revelar de forma dramática"
"Remédio para governo que não se gosta, remédio para governo ruim, não é interromper o itinerário da normalidade democrática, porque isso introduz variável de instabilidade que demora 20 anos para superar", afirmou Ciro Gomes. Citando a Venezuela como o exemplo que não se deve desejar para o país, ele afirmou: "A elite da Venezuela é muito pior do que a fração pior que a elite brasielira tem. E lá se criou essa conflagração, essa confrontação odienta que deixa o país ingovernável e que estão querendo criar no Brasil. E o Brasil não merece pagar esse preço", afirmou, criticando o acirramento dos ânimos. "Por que não fazemos pressão para derrubar a Dilma nas próximas eleições? Por que a gente faz pressão e dá um prazo pra ela mudar de rumo? Isso é o que cabe na democracia", defendeu.



Com a candidatura à presidência confirmada para 2018 pelo presidente do PDT, Carlos Lupi o partido procura se firmar como alternativa à polarização entre petistas e tucanos. “Não estamos aqui julgando méritos de governo. Acho que há esgotamento tanto do PT quanto do PSDB. Está um ciclo vicioso, a população não aguenta mais. Mas o remédio para isso é a eleição. Temos de preparar candidatos. Isso é o que o PDT está fazendo”, disse Carlos Lupi. O PDT também reiterou hoje a candidatura do deputado estadual Sargento Rodrigues para a Prefeitura de Belo Horizonte.

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