segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ação da Lava Jato contra empreiteiras influi na guinada ortodoxa do governo

O "Mãos de Tesoura" Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda dividiu auxiliares da presidente, revoltou petistas e gerou críticas da oposição, mas acabou definida como sendo um "mal necessário" para resgatar a confiança na economia.

Ex-secretário do Tesouro no governo Lula, de perfil conservador, Levy tem a missão de acabar com as "invenções fiscais" e a "contabilidade criativa" para fechar contas.

O temor dos petistas e de quase todos os partidos de esquerda é de que, pela austeridade, Joaquim Levy "jogue fora a criança com a água do banho", cortando programas sociais.

Com o crescimento beirando a zero, investimentos em queda e o perigo de rebaixamento da nota do Brasil pelas agências de classificação de risco, a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, obrigou Dilma a passar uma borracha no discurso de campanha, ignorar os protestos do PT e mergulhar no pragmatismo.

Até ai nada demais, já que ela mesma propos dialogar com todos e mudar de direção, caso fosse necessário, e parece que agora é mesmo necessário tomar atitudes energicas contra uma eminente recessão.

Claro que a descoberta de um vigoroso esquema de corrupção na Petrobrás pesou na decisão da presidente Dilma Rousseff de mudar de direção para trilhar o caminho da ortodoxia na política econômica, segundo confirmaram alguns dos ministros atuais ouvidos pelo jornal Estadão.
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