domingo, 3 de maio de 2015

A irreverência da Águia da Portela não deu o titulo de Campeã do carnaval no Rio a Escola de Monarco

Hoje, a partir das 16h45, acontece a apuração do carnaval do Rio de Janeiro, que vai revelar a campeã do grupo especial, mas de antemão podemos dar o pitaco e dizer que a Portela merece o titulo deste ano. As seis melhores colocadas voltam à Sapucaí no sábado (21), a partir de 21h, para o desfile das campeãs. 

A escola que ficar em último lugar será rebaixada para a Série A, o grupo de acesso.

Durante os desfiles, os jurados avaliaram nove quesitos (Bateria, Samba-Enredo, Harmonia, Evolução, Enredo, Alegorias e Adereços, Fantasias, Comissão de Frente e Mestre Sala e Porta Bandeira). A ordem da leitura dos quesitos será definida na tarde desta quarta-feira. Quatro jurados avaliaram cada um dos quesitos, sendo que a menor nota será descartada.

Em seu retorno ao Grupo Especial, a Viradouro desfilou com o samba-enredo "Nas veias do Brasil, é a Viradouro em um dia de graça", sobre a importância da raça negra na formação do povo brasileiro.

A Estação Primeira veio mais rosa do que verde para cantar as grandes mulheres da história do Brasil e da escola. O carnavalesco Cid Carvalho, que neste ano voltou para a Mangueira, preferiu um desfile mais tradicional e sem muitos futurismos.

Na estreia de Paulo Barros na verde e branco, com um enredo que brincou com o "fim do mundo", a Mocidade Independente de Padre Miguel apresentou um show de efeitos visuais, luzes de LED e fogo para tentar por fim ao jejum de 18 anos sem um título. Em sua estreia no carnaval carioca, Claudia Leitte desfilou fantasiada de sol.

A Vila Isabel homenageou Isaac Karabtchevsky, maestro paulistano de 80 anos, em um desfile de superação do trauma de 2014, quando sofreu com falta de fantasias. A azul e branca teve a seu favor a trégua da chuva e fez uma apresentação marcada por carros de visual impactante.

Consagrado na Mocidade com o estilo high-tech que marcou o carnaval dos anos 90, Renato Lage resgatou essa tendência no desfile deste ano. A comissão de frente usou um cobertor com centenas de luzes de LED que fazia projeções. O item pesa 100 kg e exigiu força e coordenação dos componentes da comissão.

Última escola a entrar na Sapucaí, a Grande Rio apostou todas as suas cartas no baralho. A grande cartada foi lançada já na comissão de frente com uma coreografia cheia de truques ao redor do universo de "Alice no País das Maravilhas", incluindo até troca de roupa em plena avenida e momentos de ilusionismo.

Em sua estreia na São Clemente, a carnavalesca Rosa Magalhães apostou num desfile cheio de assombrações, caveiras, mitos do folclore acreano que fascinavam Pamplona, e ícones do carnaval de rua. Primeira a desfilar, a escola da Zona Sul fez uma homenagem ao carnavalesco Fernando Pamplona (1926-2013), conhecido por seu trabalho no Salgueiro e pela renovação estética trazida aos desfiles.

Com um enredo sobre os 450 anos do Rio, a Portela fez um desfile-ostentação, com direito a uma "Águia Cristo Redentor" se curvando diante do público e paraquedistas pousando em plena avenida com sinalizadores para anunciar a entrada da escola. Apesar de alguns problemas em evolução e alegorias, como o de um carro que desfilou com as luzes apagadas e sem chafariz, a azul e branca saiu da Sapucaí aos gritos de "é campeã".

A Beija-Flor optou mais uma vez pelo luxo e tradição para esquecer o 7º lugar do ano passado e voltar a sonhar com as primeiras colocações.
A escola procurou deixar o polêmico regime político da Guiné Equatorial, país homenageado, de lado e focou nas belezas daquela nação, apresentando um desfile poderoso, de alegorias e fantasias impactantes e rebuscadas, com uma profusão de máscaras, carrancas, búzios, plumas, palha e sisal.

Com o enredo "Beleza pura", a União da Ilha propôs uma discussão sobre a vaidade e o culto ao belo, de Cleópatra e Renascimento a selfies e malhação, em um desfile repleto de citações a histórias infantis e desenhos animados, com direito a personagens em versões plus size.
A comissão de frente trouxe a atriz Cacau Protássio fantasiada de Branca de Neve. 

O fio condutor do carnavalesco Cahê Rodrigues, que começou como assistente de Joãozinho Trinta ainda adolescente, foi a África de Nelson Mandela, líder da luta contra o apartheid na África do Sul. A escola apostou numa África "pop" com fantasias e alegorias de cores flourescentes, inspiradas na arte africana. A atriz Adriana Lessa também desfilou pela Imperatriz.

A  atual campeã do carnaval do Rio encerrou o desfile do Grupo Especial com uma viagem pelos símbolos, personagens e lendas da Suíça. A  atual campeã do carnaval do Rio encerrou o desfile do Grupo Especial com uma viagem pelos símbolos, personagens e lendas da Suíça.
G1 - Campeã do carnaval 2015 do Rio será conhecida nesta quarta-feira - notícias em Carnaval 2015 no Rio de Janeiro


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